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Para os ( pré históricos) machistas





Este é sem sombra de dúvidas, o assunto mais sério que já me meti a tratar por aqui. Tenho me indignado muito com um fato que, na realidade, já não é mais passível de ser admitido, pelo menos por mim. Algo que tem ameaçado a integridade física, mental, emocional e moral de todas nós mulheres, num limite exacerbado e perturbador. Falo do machismo, em quase plenos  2018.

É constante o número de mulheres a sofrer por este mal, que tem destruído paulatinamente a nossa vivencia enquanto seres humanos. Infelizmente, é também um fato, que o machismo foi perpetuado desde o início dos tempos, tendo por base a força bruta da dominação do gênero masculino, sobre o feminino, ganhando desta forma, a estrutura de um conceito correto entre milênios, calando e subjugando as nós mulheres, que nada podíamos fazer para modificar tal situação naqueles tempos. 

Contudo, hoje, ainda que com a entrada do feminismo e nosso emponderamento, essa  infecção social, parece não ter sido de todo dissipada. Temos até este exato momento, homens que por pura soberba e quiçá morbidade intelectiva, tem o prazer de nos desrespeitar, nos sacanear, brincar com os nossos sentimentos, abusar e nos agredir em quaisquer oportunidades. Homens que não tem nenhum compromisso com a humanidade e garantidos sob o seu pedestal privilegiado da falsa masculinidade, se assemelham a velha conduta de a ‘’ a ocasião faz o ladrão’’.

Mas, a pergunta que insiste em não querer calar é...

Onde estão as mulheres da vida/família de vocês? Que tipo de mulheres formaram o seus desenvolvimentos, para que numa época tão avançada, vocês permaneçam tomados por algo tão doentio?

Bem... Eu aposto que foram, em absoluto, mulheres de bem, fortes e dedicadas, entretanto, que naturalmente não foram consideradas sequer seus pares, pais e/ou  filhos paridos por pelas mesmas.

Todas as mulheres que conheço e desconheço também, exatamente agora, já foram, estão sendo ou ainda serão aviltadas (e aqui me repito), fisicamente, mentalmente, emocionalmente e moralmente por este comportamento tão nauseante. 

Por sorte, alguns poucos homens de verdade, incomodam-se com isso, sentem vergonha pelos seus semelhantes e na medida do possível, tentam desfazer estes perigos ambulantes. 

Como mulher eu vos digo, obrigada e continuem. Estamos magoadas, feridas, traumatizadas e muitas desacreditadas do próprio valor como pessoas e é claro, que precisamos mãos aliadas nesta briga.

E por último, falo aqui de uma experiência pessoal, para que quem sabe, desperte o mínimo da consciência de vocês machistas...

Quando eu, Olivia, me sento ao lado de meu pai e irmão e ouso contar como sou/somos tratadas pelos homens neste mundo, ambos por diversas vezes perdem a fala, baixam os olhos e dão um sorriso amarelado, sem jeito, de constrangimento, demonstrando bem clara a sensação de impotência, por terem compactuado em tempos passados com isso.

O futuro é sempre um enigma, contudo, eu aposto... Vocês irão casar, terão filhos, e por certo, chamo a atenção aqui para os que tiverem suas filhas (uma probabilidade bem maior, já que na população, até um leigo sabe que o número de mulheres se sobrepõe ao número de homens), que possivelmente seja desta mesma forma, que vocês reajam com suas meninas daqui a alguns anos. 

E só aí, enfim, se deem conta do tamanho do estrago.

Evitem.

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