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Minha vida numa mala ou minimalismo na marra.

Minha mala minha vida. Tudo o que eu pude levar pros EUA ta aí. Pra 3 meses. 

Pode parecer estranho mas comecei a entender melhor sobre minimalismo e, principalmente, descobri que poderia sim ser uma filosofia de vida aplicada a mim depois que eu vim aqui pra terra do capitalismo desenfreado.
Quando fui pros EUA pra passar 3 meses, eu fui sozinha. Sr. Maia já estava em Bellevue trabalhando há quase duas semanas quando eu fui de mala e cuia encontrar com ele pra aventura na costa do pacífico e isso significa que tudo o que eu ia precisar em 3 meses tinha que caber em uma mala despachada e uma mala de mão.  Foi um sufoco (Anna que o diga, Oi Anna!). Não trouxe quase nada pra climas mais frios e mal consegui trazer tudo o que eu queria. A Anna foi na minha casa de noite pra se despedir e eu ainda tava tentando arrumar a mala, sem ela eu estaria lá até agora provavelmente.

Anna e o mar de roupas. 
O fato é que passei o tempo todo pensando que eu não tava levando coisas o suficiente e claro, roupas de frio adaptadas pro clima daqui podem vir a fazer falta mas num geral o que eu descobri é que dá pra viver muito bem com o que eu trouxe pra cá. Na maior parte das vezes eu esqueço de algumas roupas que há 2 meses não conseguia se quer pensar em ficar sem.
Sim, comprei algumas coisinhas aqui mas a relação agora é outra. Eu penso primeiro na utilidade, na durabilidade e no longo prazo. Estou priorizando qualidade à quantidade, mesmo que seja mais caro. O pensamento é que sim, agora é mais caro mas vai durar mais, vai gerar menos lixo, vai evitar que em pouquíssimo tempo eu tenha que gastar dinheiro com isso de novo. E por mais caro não quero dizer coisas de “marca” quero dizer qualidade, e isso pode ou não ter a ver com o preço, o ponto é que agora essa é a minha prioridade e não necessariamente o “nossa, mas ta barato.”
Isso é especialmente difícil sendo nerd. Aqui tem milhões de action figures e "nerdices" por preços bem acessíveis, mas devo dizer que até o momento estou conseguindo me segurar.
Outra coisa super importante foi que no apê que eu estou aqui, mobiliado e tudo o mais, é MUITO ABSURDAMENTE mais fácil manter as coisas arrumadas e limpas. Não tem mil cacarecos, não tem trocentas coisinhas miúdas nas quais só presto atenção na hora de limpar e isso gerou uma qualidade de vida que eu não sentia no Brasil. Agora ao invés de pensar que eu quero todas as roupas do meu armário eu já estou listando quais eu não senti a menor falta e não quero mais entulhando a minha vida.
Uma foto péssima de tudo que ficou no Br. Tem coisas que eu ainda quero mas 70% já ta com os dias contados.

Foi um tratamento de choque por assim dizer, desentulhei na marra mesmo que de mentirinha (já que as coisas ainda estão lá me esperando) mas isso me fez ver como a vida pode ser melhor com menos coisas e com mais momentos.
Sair pra um lugar legal, sair com pessoas pra ir num parque, comer aquela coisinha delícia que nem sempre temos oportunidade, ler um bom livro, passar TEMPO com quem a gente gosta vale mil vezes mais do que comprar a coisa nova que em breve vai ser esquecida.

Ainda não sei o que vou fazer quanto aos meus livros por exemplo ou de quais action figures vou me livrar mas a ideia agora é realmente só ter aquilo que me faz bem e não só porque achei bonitinho e estava barato.

Não sou uma especialista no assunto e né, nem o dia da coluna eu acerto direito as vezes mas se querem um conselho, sejam minimalistas com as coisas materiais e imateriais que não te levam a nada e só servem pra te lembrar do trabalho que dá pra mantê-las , seja o guarda roupa entulhado, o enfeite na sala pegando pó ou aquela “amizade” que não vale a pena porque não te faz bem.  Já dizia o sábio Balu, “O necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais, necessário, somente o necessário, por isso é que essa vida eu vivo em paz”...

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