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Como eu consegui deixar crescer minhas unhas quebradiças


Unhas nunca foi um assunto que eu gostei muito de dar dicas - até porque minhas unhas quebram com uma frequência tão grande que nem dá pra fazer muita estripolia com elas. Mas resolvi fazer esse post porque, gente, mudou minha vida isso.

Minhas unhas sempre foram super quebradiças, desde que eu me lembro. Provavelmente por causa da tireoide (tenho hipotireoidismo, e um dos sintomas dele é exatamente as unhas quebradiças e que descamam com facilidade), por causa do meu destrambelhamento de bater os dedos e quebrar a unha (não sei como eu não quebrei os dedos ainda, mas tudo bem) e por vários outros fatores que resultaram em eu sempre ter unhas curtas, e quando tentava deixar elas crescerem sofria até por causa da quebra.

Ok, essa é special effects para halloween da Amanda Bootes, mas as minhas quebravam quase assim!


E uma coisa que piora isso: eu fico com muita preguiça de passar esmalte. E sem esmaltes minhas unhas quebram mais rápido ainda. Não dá dois dias sem esmalte e elas já estão no toco, porque quebraram. E não é quebrar a pontinha e conseguir deixar a unha quadrada e curta não, viu galera. É aquele quebrar de sair sangue, partir no meio e se não tirar infecciona. 

Pois é, o trem era feio. 

E eu digo era mesmo, porque tem duas semanas que eu estou sem esmalte nenhum, e elas não só não quebraram nem descamaram, como estão crescendo firmes e o mais importante: fortes. Depois de duas semanas sem esmaltes, em qualquer momento da minha vida, já era para eu estar sem unhas praticamente (motivo pelo qual eu comecei a fazer as unhas toda semana) e ainda assim, aqui estão elas hoje: sem esmalte, grandes, sem quebrar nem descamar!

Tá torta, e com a cuticula grande, porque estou sem manicure a duas semanas, e elas NÃO QUEBRARAM!
E eu vim contar para vocês a única coisa que eu tenho feito de diferente nos meus cuidados para conseguir isso: uma vitamina. Há uns dias atrás, eu postei no Stories (aliás,  clica AQUI me segue no instagram também que eu posto lá TODOS OS DIAS) que os recebidos desse mês do eVitamins foi só de vitaminas, cada uma com um propósito diferente. E essa, a L-Cysteine, é especifica para cuidar da saude das unhas, cabelos e pele.



A base dessa capsula é a l-cisteina, um aminoácido que é um componente importante de unhas, cabelo e pele, e que ajuda a compor a queratina do nosso corpo nesses pontos. Além disso ela ainda tem vitamina C (ótima para amenizar o efeito do stress, cuidar da visão e ajudar a combater resfriados) e vitamina B6 (que fortalece o sistema imunológico, alivia sintomas da TPM, previne a anemia e várias outras coisas). As capsulas ainda tem acido cítrico como conservante e são sem nenhum ingrediente animal.

Eu tenho tomado uma cápsula por dia nos ultimos quinze dias, e eu juro que não achei que sentiria diferença tão rápido. O primeiro resultado que eu senti foi nas unhas, que como já disse, nunca ficariam duas semanas sem quebrar antes. Eu estou, REAL, a duas semanas sem manicure (tempo tem sido algo escasso minha gente, não tá dando para parar e pintar a unha) e minhas unhas tão só se fortalescendo. Sem quebrar, sem descamar e eu to chocada com isso até agora.



Além das unhas, senti minha pele melhorar também. Ela está mais hidratada, mais radiante e com bem menos espinhas (pode não ter nada a ver a história das espinhas, mas passei por uma TPM terrivel com 1 espinha no rosto. UMA. Isso é a maior raridade da vida, geralmente vira um campo minado e eu acabo cheia de manchinhas).

O cabelo ainda não deu nenhuma diferença notavel (até porque eu não medi para acompanhar o crescimento ainda, mas vou começar logo logo a acompannhar isso), porém eu tenho sentido que está caindo menos, e olha que meu cabelo cai que é uma beleza (obrigada tireóide...).

Eu to absolutamente besta com esses resultados, e vou continuar tomando essa vitamina firme e forte aqui por um bom tempo, inclusive porque ela vem com 100 cápsulas, então é quase metade do ano tomando essa belezinha! 

Achei o preço de venda dessa embalagem no site super justo: R$36.06, e ainda com a promoção de comprou uma, leva mais uma ( um ano inteiro praticamente de vitamina por 36 reais GENTE. tá em conta, vai!) e os leitores do Tia Du ainda tem mais um beneficio, que é o cupom de desconto SÓ PRA VOCÊS! Você pode só CLICAR AQUI e ir lá comprar, que já vai estar com desconto e com a promoção de comprar uma e levar duas. 

E vocês, como cuidam das unhas quebradiças para que elas fiquem fortes e lindas e grandes?

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* as Vitaminas citadas no post foram fornecidas gratuitamente pelo eVitamins para teste, porém este post não foi patrocinado pela marca. Essa é a opinião de usuário deste produto, e não um post de propaganda paga.

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In All Black looks

Eu não guardo peças pra ocasiões especiais + look princesinha gótica



Mais um look all black nesse OUTUBRO ALL BLACK, porque roupa preta é bom, a gente gosta e tem muita peça linda com essa cor por ai, não é mesmo?

Esse look é um que eu adoro, e que me faz me sentir a princesinha da Disney em versão gótica. Eu gosto muito dessa roupa especialmente porque ela combina demais com essa bolsa linda, que é uma peça do meu guarda-roupa que eu demorei tempo demais pra começar a usar por um motivo super besta: tava guardando para uma ocasião especial.



Mas depois de muito tempo pensando comecei a me perguntar com uma certa frequencia: o que é uma ocasião especial? Um casamento? Uma festa? Uma balada? Ocasiões que você quer impressinar geral? Ocasiões para estar no seu melhor look e mostrar para todo mundo que você é linda? 

E porque mostrar para todo mundo que você é linda? Quem tem que ver isso, sentir isso e se orgulhar disso é você.



Uma vez eu ouvi essa frase em um seriado (The Middle, fantástico a propósito) e isso me marcou pro resto da vida: "porque nós agimos com nosso melhor comportamento só pros outros? Pros vizinhos? Para as visitas? A gente devia ser o nosso melhor sempre, e para nós mesmos e quem a gente ama."



Junta isso ao fato de que eu decidi não ficar mais guardando felicidades (mesmo as pequenas, como usar uma roupa linda) para um futuro que eu nem sei se vem e eu decidi que não ia mais esperar "ocasiões especiais" para nada.

Eu não espero o dia dos namorados pra dizer pro meu marido o quanto eu o amo e admiro. Eu não espero dia das mães pra dizer pra minha mãe que ela é o exemplo da minha vida. Eu não espero o meu aniversário para pensar em todas as coisas que eu realizei, e não espero o ano novo pra colocar minha vida em ordem. 

Assim como não espero uma ocasião especial pra usar uma roupa, sapato, bolsa, anel, brinco, nenhum: se me faz me sentir bem eu uso quando dá vontade, e simplesmente porque eu quero usar.



O seu guarda-roupa tá ali para te ajudar a olhar no espelho e pensar "poxa, hoje eu to linda demais". Cada peça que está ali é sua, para ser usada até se desfazer enquanto ela te fizer se sentir feliz. Então use, cada uma delas, as especiais, as caras, as com brilho, as delicadas, as de veludo - TODAS.

E se chegar um casamento, uma formatura, um batizado, uma festa ou qualquer coisa assim, a pessoa que mais importa já vai saber que você é linda sempre: você.

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Calça jeans preta: Primark Berlim - mais looks com ela AQUI, AQUI e AQUI.
Blusa de Tule: Renner
Oxford de Vinil: Arezzo
Bolsra de veludo com aplicações: Renner



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In art arte Cinema Dublin featured Fotografia Francis Bacon Irlanda viagem Yeats

5 Melhores Galerias de Arte em Dublin



Que Dublin é uma cidade cheia de história e cultura, a gente já sabe. E como toda capital europeia ela também está recheada de galerias de arte, mas longe de achar que arte se concentra em museus, eu acredito que muito da expressão artística de um local se encontra nas ruas e no dia-a-dia do mesmo.  Eu não acho que seja obrigatório, não acho que toda viagem necessariamente comporta uma visita à galerias, e acredito que cada um tem sua própria maneira de vivenciar e conhecer o que chamamos de arte.

Dito isso, eu sou formada em audiovisual e tenho esse interesse particular nas artes e sua história, e adoro passeios contemplativos, então eu sempre guardo um lugarzinho das viagens para visitar galerias e ter um panorama do que tem sido feito no país. Com um mês em Dublin deu tempo de ver bastante coisa, e aqui escolhi alguns dos meus favoritos pra você começar a planejar sua viagem caso também seja do seu interesse!

Dublin City Gallery The Hugh Lane

William Murphy
Hugh Lane é minha favorita em Dublin! Ela é pequena e convidativa, com entrada gratuita e um educativo sempre disposto a te guiar ou conversar sobre as obras. É majoritariamente uma galeria de arte moderna, e possui obras de boa parte da Europa, embora seja mais focada em artistas locais. Uma visita de 3 a 5 horas é o suficiente para o local. A reconstrução do estúdio de Francis Bacon é algo lindo de se ver, e as obras simbolistas e impressionistas com paisagens irlandesas minhas favoritas!

National Gallery of Ireland

Jack B. Yeats (1871-1957), 'The Liffey Swim', 1923. © National Gallery of Ireland.
A maior galeria da cidade, possui obras de artistas dos mais variados países, períodos, técnicas e estilos. Entrada gratuita para o acervo, mas paga para exposições especiais. Com um acervo grande e diverso, uma visita calma à toda galeria requer um dia inteiro. Convêm pesquisar seus interesses antes de visitar, ou pegar uma das tours oferecidas, em inglês, no local. Eu particularmente gostei muito dos trabalhos de Jack Butler Yeats - Sim, irmão do poeta! E uma família que vale a pena aprender sobre!


Irish Museum of Modern Art

Doug Kerr
Localizado no prédio de um antigo hospital eu diria que vale a visita nem que seja só pelos edifícios e jardins! Eu passei metade do dia apreciando a construção, e a outra metade as obras. Principal coleção de arte moderna e contemporânea, talvez seja a mais difícil de ermética das galerias, com algumas obras mais contextuais e abstratas. Recomendo o tour guiado para quem, assim como eu, for visitar sem prévia pesquisa dos artistas em exibição.


National Photographic Archive, Gallery Of Photography e Irish Film Institute

Irish Typepad
Em um mesmo quarteirão no coração do Temple Bar se encontram esses três lugares dedicados a arte fotográfica e cinematográfica. O Arquivo Nacional com exibições de fotografias históricas, e a Galeria de Fotografia e o Irish Film Instituto com mostras que focam no melhor da produção contemporânea nessas mídias. Recomento uma visita conjunta aos três, começando pelas fotografias, parando para comer algo em algum dos milhares de pubs ao redor, seguido de uma sessão de cinema no Irish Film Institute.


The Icon Factory

Do site oficial
Também no Temple Bar, The Icon Factory é um estúdio e cooperativa sem fins lucrativos que visa incentivar e divulgar a cultura Irlandesa a partir de artistas contemporâneos. Além dos estúdios, e das exibições locais, eles contam com mural de grafiti externo, The Icon Walk, com representações variadas de ícones e celebridades irlandeses. Possui uma loja muito fofinha e a presença dos próprios artistas com alguma frequência. Ótima para ter boas conversas e saber mais sobre o que  tem sido produzido artisticamente nos dias de hoje pelas ruas e estúdios.




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In All Black looks moda

Outubro All Black


Depois de passar setembro todo sem ter looks (desculpa gente...), vamos fazer um mês todo com o mesmo tema nos looks em outubro! E já que é mês de halloween, vamos soltar a trevosa dentro da gente e fazer SÓ looks pretos! Então se você gosta de roupa preta, esse é o seu lugar esse mês!


Esse look é um que eu adoro e sempre acabo indo pra ele (ou variações dele) em festas e eventos, ou qualquer ocasião que eu quero estar mais arrumadinha. Esse vestido de crepe preto é da H&M de Paris, e eu tenho ele a 5 anos e não paro de usar! O fato de ele ser preto só aumenta a versatilidade dele pra tudo que é tipo de look que eu resolvo usar.


Aproveitei que esses dias teve uma chuvinha aqui em SP, fez um semi-friozinho e taquei minha jaqueta de couro sintético da Primark em cima. Mas nem precisava tá frio: eu sou a loka que usa jaqueta de 'couro' qualquer hora, frio ou calor. Ainda coloquei essa ankle boot que eu vou ficar devendo informações sobre, porque tenho a mil anos e nem lembro de onde ela saiu.

Esse é só um dos looks que eu gosto de usar que é todo preto, e preciso dizer que roupa toda preta não é só pro halloween, roupa preta é para a vida! 


A gente cresce ouvindo que usar roupa toda preta parece que a gente vai num enterro, ou que fica esquisito, e várias outras coisasque não fazem o menor sentido. Eu mesma já deixei de usar muito look all black por causa disso, e eu AMO looks all black desde que eu me lembro. Mas por causa dessa impressão meio errada que passam para a gente, precisou de muita desconstrução pra perceber que tudo bem usar só preto se você quiser. É só uma cor, e se te faz bem USA MESMO!


Aliás isso vale para preto, branco, rosa, verde... se joga na sua cor favorita e vai ser linda sem medo de ser feliz!


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In ansiedade. depressão empoderamento Estados Unidos featured pânico Seattle

Hoje tá tudo bem.

Lembra quando eu disse que a “dita” não tem mês e nem lugar? Também não tem hora e nenhum respeito pela sua maquiagem.

Meu último texto foi sobre depressão, não por acaso, seguiu-se algumas semanas do mais puro nada.
“To resolvendo umas paradas”, “to com sinusite”, “‘to fazendo exames”... Sim, eu estava fazendo tudo isso que eu disse pra Dan (a.k.a Tia Du), e também tinha uma vozinha dentro de mim me impedindo de escrever dizendo que eu não tinha nada de bom pra falar, que não era o tema da coluna, que nenhuma idéia era boa o suficiente pra virar texto. Mas tudo bem, eu andei mega ocupada, então era isso né? NÉ?

Eis que hoje acontece. Tanto tempo sem nem sinal e aí, no meio de uma manhã de terça normal em que eu fazia o mesmo que em toda terça feira (infelizmente não é tentar dominar o mundo, Pink), conversava com pessoas no Meetup, ela veio, como um soco no estômago desses que dá enjoo, de ver estrelas, perder o ar.

Crise de pânico.

Alerta tremedeira vou chorar quero correr e se eu gritar?.

Por um momento parece que a sua mente está longe do resto do corpo e dos outros pensamentos, você está mas não está e as sensações transbordam e nada parece no lugar.

Tive que usar cada pedacinho de coerência que me restava pra pedir ajuda. Liguei pro marido, por sorte ele aqui tem carro e não trabalha muito longe, vai ficar tudo bem.

“Tem reunião em alguns minutos”. Droga, não vai ficar tudo bem.
“Já avisei todo mundo, to indo te pegar” O que eu faço?
“Me espera no lugar que eu costumo te deixar aí” Isso! Instruções, objetivo simples, lugar conhecido.

Espera, espera…

Chega a cavalaria sorrindo. A cavalaria sabe que a gente se sente culpada por entrar em crise, por “incomodar”, por quebrar a bonanza.

Cada pedacinho de mim doía. Por segurar o choro, por se segurar no lugar, pra tentar não tremer, não balançar.

Vamos lá fora eu preciso… desabar é isso que eu preciso. E eu desabo. E choro e tremo e quase vomito. Não é bonito, não é fofo, não é romântico.

E doi, o corpo doi, e eu quero me desculpar por “atrapalhar”, por “não ser normal” (whaaat?) “por dar trabalho”.

Me pergunto como deve ser legal não ter essas coisas. Não ter crises… Em suma, não ser eu.

Passou um pouco, tô “meio melhor”, vou ficar bem.

E vou, sei que vou, estou já, estou aqui, escrevendo, mesmo que não seja o melhor texto, o melhor momento, o tema da coluna, uma boa idéia.

É o que tem pra hoje e como nos outros dias em que a coluna não saiu eu tinha “um motivo” pra me segurar, pra justificar não colocar nada aqui, mas hoje não. Hoje faço ainda mais questão que saia, pra mostrar que isso não tem que definir nem um dia da minha vida. Que aconteceu, passou, e bola pra frente. Pra mostrar pros outros dias que nem sempre ta no escopo, nem sempre é o melhor, mas sempre o melhor é continuar, e continuar é imperfeito e o imperfeito é.

Nada nunca vai ser perfeito. Toda ação tem uma reação que gera ondas e ondas de consequências, problemas, coisas a se pensar.

Se toda vez que algo acontecer a gente pensar primeiro no que isso vai gerar de problemas, nunca nada vai estar bom e vai ser bem difícil ficar feliz com qualquer coisa.

Hoje uma coisa ruim aconteceu e ela me deu um chacoalhão que faltava pra perceber que não, eu não estava ocupada, eu estava com problemas de auto estima, eu estava insegura, eu estava deixando coisas irem para debaixo do tapete.

Hoje não. Hoje tem texto e é imperfeito e quer saber? Tá tudo bem.

Essa é a cara pós choradeira, e tá tudo bem. 


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In featured reflexões

Para os ( pré históricos) machistas





Este é sem sombra de dúvidas, o assunto mais sério que já me meti a tratar por aqui. Tenho me indignado muito com um fato que, na realidade, já não é mais passível de ser admitido, pelo menos por mim. Algo que tem ameaçado a integridade física, mental, emocional e moral de todas nós mulheres, num limite exacerbado e perturbador. Falo do machismo, em quase plenos  2018.

É constante o número de mulheres a sofrer por este mal, que tem destruído paulatinamente a nossa vivencia enquanto seres humanos. Infelizmente, é também um fato, que o machismo foi perpetuado desde o início dos tempos, tendo por base a força bruta da dominação do gênero masculino, sobre o feminino, ganhando desta forma, a estrutura de um conceito correto entre milênios, calando e subjugando as nós mulheres, que nada podíamos fazer para modificar tal situação naqueles tempos. 

Contudo, hoje, ainda que com a entrada do feminismo e nosso emponderamento, essa  infecção social, parece não ter sido de todo dissipada. Temos até este exato momento, homens que por pura soberba e quiçá morbidade intelectiva, tem o prazer de nos desrespeitar, nos sacanear, brincar com os nossos sentimentos, abusar e nos agredir em quaisquer oportunidades. Homens que não tem nenhum compromisso com a humanidade e garantidos sob o seu pedestal privilegiado da falsa masculinidade, se assemelham a velha conduta de a ‘’ a ocasião faz o ladrão’’.

Mas, a pergunta que insiste em não querer calar é...

Onde estão as mulheres da vida/família de vocês? Que tipo de mulheres formaram o seus desenvolvimentos, para que numa época tão avançada, vocês permaneçam tomados por algo tão doentio?

Bem... Eu aposto que foram, em absoluto, mulheres de bem, fortes e dedicadas, entretanto, que naturalmente não foram consideradas sequer seus pares, pais e/ou  filhos paridos por pelas mesmas.

Todas as mulheres que conheço e desconheço também, exatamente agora, já foram, estão sendo ou ainda serão aviltadas (e aqui me repito), fisicamente, mentalmente, emocionalmente e moralmente por este comportamento tão nauseante. 

Por sorte, alguns poucos homens de verdade, incomodam-se com isso, sentem vergonha pelos seus semelhantes e na medida do possível, tentam desfazer estes perigos ambulantes. 

Como mulher eu vos digo, obrigada e continuem. Estamos magoadas, feridas, traumatizadas e muitas desacreditadas do próprio valor como pessoas e é claro, que precisamos mãos aliadas nesta briga.

E por último, falo aqui de uma experiência pessoal, para que quem sabe, desperte o mínimo da consciência de vocês machistas...

Quando eu, Olivia, me sento ao lado de meu pai e irmão e ouso contar como sou/somos tratadas pelos homens neste mundo, ambos por diversas vezes perdem a fala, baixam os olhos e dão um sorriso amarelado, sem jeito, de constrangimento, demonstrando bem clara a sensação de impotência, por terem compactuado em tempos passados com isso.

O futuro é sempre um enigma, contudo, eu aposto... Vocês irão casar, terão filhos, e por certo, chamo a atenção aqui para os que tiverem suas filhas (uma probabilidade bem maior, já que na população, até um leigo sabe que o número de mulheres se sobrepõe ao número de homens), que possivelmente seja desta mesma forma, que vocês reajam com suas meninas daqui a alguns anos. 

E só aí, enfim, se deem conta do tamanho do estrago.

Evitem.

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In Dublin feat howth Irlanda mar sea sealife viagem

Dublin Day Trip - Howth


Como já disse em outro post,  eu sou uma pessoa de água. A Irlanda, por ser uma ilha - mas não só por isso - também é um país bastante influenciando pelas águas. Então uma vez que Eu e Irlanda, Irlanda e Eu, nos juntamos eu já estava esperando por um maremoto. Mas o que eu encontrei na verdade foi calmaria e tranquilidade, e poucos locais me remetem tanto a essa sensação como Howth.


Howth é uma península a cerca de 15km ao norte de Dublin, uma antiga vila de pescadores que hoje abriga uma tranquila área residencial e portuária. Você pode chegar lá com um ônibus comum (farei uma lista dos ônibus num futuro não distante)  ou de Dart, o trem intermunicipal. Ambas opções baratas, ambas tranquilas.

Uma vez lá, próximo as estações de trêm e ônibus se encontra a área mais comercial da península,  com feiras, o porto em si e inúmeros restaurantes de comidas marinhas. Eu não sou uma pessoa de acordar cedo então cheguei por volta das 11h, e sabendo se tratar de um local com trilhas para caminhadas levei comidinhas e água na mochila e parti para minha aventura marítima em terra.


O local, simplificando bem o mapa, consta com um interior com morros e vegetação nativa, bairros residênciais, e as principais estradas circundando a península. E por esse interior, cerca de 4 opções de trilhas podem ser feitas, passando por diferentes pontos. Eu gosto de andar, então decidi fazer a maior! Mas eu também não era boa navegando mapas turísticos e físicos na época (eu fiquei melhor!) e sou facilmente conquistada por uma rota que parece legal,  mesmo estando fora do meu caminho, então eu obviamente me perdi.


Já fazem quase 5 anos de formação dessa memória mas eu me lembro ter passeado por trilhas lindíssimas  de vegetação aberta ou fechada, me lembro também de ter cruzado uma escola infantil local em horário de saída dos alunos e achar a coisa mais fofinha, passei por mais de 2 e menos de 5 igrejas,  todas com visuais antigos, uma certamente era uma ruína, com um cemitério igualmente antigo ao lado, entrei em somente uma delas. Lembro de ter procurado por algum tempo a entrada do castelo,  mas desistir por achar, baseado em análises totalmente arbitrárias, que ele estava muito longe e custaria muito dinheiro e tempo visita-lo. Andei por inúmeras ruas residênciais fofinhas, e achei a casa da minha vida mais de uma vez, em locais diferentes. Pedi informações para moradores locais que foram muito simpáticos e me ofereceram para me levar de carro ao meu destino,  mas eu nem tinha um destino e só queria continuar andando, mas com alguma noção de onde estava. Neguei educadamente o convite e eles pareceram felizes ajudando uma turista a explorar o bairro deles. Entrei, sem querer, numa propriedade privada num trecho que achava ser da trilha, fui julgada visualmente, mas em silêncio por um senhor que parecia acostumado com turistas se perdendo em seu terreno. Falhei em achar uma trilha que me levaria à vista do farol e dos cliffs. Mas achei uma torre antiga e abandonada que parecia vinda de um conto de fadas sobre marinheiros! Assisti ao por do sol no porto de algum ponto que hoje, e mesmo na época,  seria incapaz de localizar exatamente no mapa.

Chegando de volta ao centrinho turístico terminei o dia jantando a beira mar num dos restaurantes que ainda sustentam os pescadores que ainda insistem na prática. O peixe estava fresco e delicioso. O barulho do mar ao anoitecer super tranquilizante,  e clima da vila já se preparando para dormir.


Durante toda essa aventura alguém me disse entre contos sobre a história do local - que envolve igrejas, piratas, vikings e barões - que no passado, quando a maré subia ou tempestades aconteciam, Howth ficava inacessível via terra,  se tornando uma ilha em que os moradores se acostumaram a não querer deixar, com medo de não poderem voltar sempre que desejassem. Passando o dia lá, mesmo sem maré alta eu entendi esse sentimento, e foi com muito esforço que fui embora, prometendo voltar para passar mais tempo!

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